Do Roteiro Adaptado como um Roteiro Original


O processo criativo original por si só já é uma forma de adaptação. É preciso adaptar-se a gêneros de escrita, a padrões de história, de personagens ou conflitos. O roteiro original muitas vezes também tem que estar adaptado aos interesses do público, dos produtores e até mesmo de atores ou outros investidores do mercado. Sem falar da angústia da influência que sofre o próprio storyteller (ver post Agon).

Por outro lado, o roteiro adaptado também é um roteiro original, na medida em que, partindo do um “modelo”, ele procura ir além de uma mera fidelidade “literal” daquilo que foi “publicado anteriormente” – afinal, existem limitações profundas na emulação de mídias, como livros ou games, para a linguagem audiovisual. Mesmo quando baseado noutro filme, como no caso de uma continuação ou refilmagem, é atrás de sua “originalidade” que todos estão atrás e não da mera repetição do que já foi visto ou conhecido. A arte de adaptar, portanto, não é diferente da arte de criar.

Curta “Alive in Joburg”

Trailer de Distrito 9, adaptação de “Alive in Joburg”

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